terça-feira, 15 de maio de 2012

PCP defende ‘luta organizada’ dos trabalhadores noticia net cidade

O PCP promoveu, ao longo do dia de hoje, uma iniciativa política que visou o contacto com vários trabalhadores. Na ocasião, o partido alertou para a necessidade de “se fazer frente às constantes ofensivas perpetradas contra os trabalhadores e que põem em causa” os direitos laborais.
“Afinal o país tem dinheiro. Porém, o Governo da República optou por favorecer a banca nacional e estrangeira e os grandes grupos económicos, em detrimento das condições de vida dos trabalhadores portugueses, as famílias e das empresas”, denunciou Ricardo Lume, hoje em conferência de imprensa.
O dirigente comunista referiu, a título de exemplo, que os 8 mil milhões de euros “enterrados” pelo Estado no BPN “eram suficientes para assegurar, durante quatro anos, a comparticipação total dos medicamentos receitados” pelo Serviço Nacional de Saúde.
“O PCP defende um outro rumo para o país assente na valorização dos salários e pensões; no apoio à dinamização da produção nacional; na garantia de uma política de apoio às pequenas e médias empresas; e na salvaguarda de uma política de emprego e de eliminação da precariedade laboral. Queremos também que haja a defesa do Serviço Nacional de Saúde e a promoção do acesso à Saúde”, apontou Ricardo Lume.
O dirigente comunista entende, também, que é crucial renegociar a dívida nos seus prazos, juros e montantes. “Estas são medidas necessárias para alterar a situação degradante do nosso país. Mas, para isso, é essencial ampliar a luta organizada dos trabalhadores”, concluiu.

Jaime Freitas admite redução de professores devido a reforma curricular Noticia DN

O secretário regional da Educação e Recursos Humanos, Jaime Freitas, revelou esta tarde que os concursos para professores vão ser abertos no final deste mês ou início de Junho e que as eventuais reduções no número de contratados decorrerão das alterações curriculares já aprovadas e não das metas de diminuição de funcionários públicos que constam do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro. "Naturalmente esses objectivos [Programa de Ajustamento] vão ser cumpridos, mas o nosso primeiro objectivo é fazer funcionar bem as escolas e o sistema educativo. Vamos munir todas as escolas e instituições de pré-escolar com todos os recursos que sejam necessários para que funcionem bem", disse o responsável, antes de presidir à abertura do curso de formação internacional 'Challenges in Euromediterranean Cooperation', que junta pessoas de 15 países no Funchal.

Jaime Freitas afirmou que "é natural que haja variações" no número de professores a serem contratados para o próximo ano lectivo, mas garantiu que as eventuais reduções estão relacionadas "com circunstâncias que estão a afectar o sistema, como sejam as alterações curriculares". "É natural que em consequência da aplicação dessa alteração curricular haja situações que pontualmente podem afectar o fluxo normal de entradas e saídas de professores contratados, nomeadamente em certos grupos disciplinares", acrescentou o secretário regional, sem adiantar quaisquer indicadores sobre o número de professores a contratar.

Cerca de 800 trabalhadores da Hotelaria e Alimentação com salários de Abril em atraso

Numa estimativa levantada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo, Alimentação e Serviços da Madeira, cerca de 800 trabalhadores destes sectores ainda não receberam os salários de Abril. Segundo o coordenador deste sindicato, Adolfo Freitas, há também trabalhadores com os salários de Janeiro e Fevereiro em atraso. Esta será uma das várias preocupações que levarão ao  X Congresso da USAM, no dia 19 de Maio, e ao 4º Congresso da Federação de Sindicatos de Hotelaria, nos dias 24 e 25 de Maio, na Foz do Arelho.
Adolfo Freitas disse também que o encerramento de empresas do sector será outra das preocupações que levarão a estes encontros, como também os problemas relacionados com o desemprego e a contratação colectiva. O responsável referiu que há muitas situações de incumprimento por parte das entidades patronais, relacionadas com o não pagamento de horas extra, feriados e de trabalho em dias de descanso. Adolfo Freitas apontou também que "às entidades patronais, agarradas à crise e à falsa crise, tudo serve para não aumentarem os salários dos trabalhadores", trazendo graves prejuízos.
O coordenador do Sindicato da Hotelaria criticou também a actuação do secretário regional que acumula a tutela do Trabalho, Jaime Freitas. Adolfo Freitas frisou que o mesmo só fala de Educação e que, dada a gravidade da situação actual, devia ser criada uma secretaria dedicada exclusivamente ao Trabalho "para responder a estes problemas que a todos diz respeito".

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Alterações ao Código do Trabalho: manifestos prejuízos para os trabalhad...

PCP acusa deputados da RAM na República de votarem contra os madeirenses

Edgar Silva não poupa nenhum dos deputados eleitos pela Madeira à Assembleia da República. Votaram favoravelmente as alterações ao Código do Trabalho, o que representa um "retrocesso civilizacional para quem trabalha", diz o líder do PCP. Desta vez, "nem fizeram como Pilatos. Não lavaram as mãos, nem fugiram da sala".
Os comunistas não percebem esta "dualidade" de quem, numas ocasiões, diz defender os interesses dos madeirenses e, noutras, participa no que classificam de "retrocesso civilizacional" e que terá efeitos gravosos na Madeira.
Já hoje, o PCP apresentou na Assembleia Legislativa da Madeira, um voto de protesto contra as referidas alterações ao Código do Trabalho.

Atentados aos direitos dos trabalhadores

domingo, 13 de maio de 2012

Grande manifestação no Porto contra o pacto de agressão. A Luta continua

Mais de 10000 pessoas inundaram a Rua de Santa Catarina, onde culminou a expressiva e combativa manifestação contra o Pacto de Agressão assinado há um ano, que encheu a baixa portuense. Perante as milhares de pessoas que entusiasticamente participavam no comício, Jerónimo de Sousa reafirmou que é urgente romper com este rumo de declínio económico, retrocesso social e dependência externa para onde conduz o Pacto de Agressão, sublinhando que o PCP tem a justeza e a razão na análise, na propostas e na alternativa. Jerónimo de Sousa destacou a actualidade da proposta do PCP de renegociação da dívida pública, e da construção de uma política alternativa – patriótica e de esquerda – capaz de afirmar os direitos dos trabalhadores e do povo e elevar as suas condições de vida, assente na promoção da produção nacional, na valorização dos salários e reformas, no controlo público dos sectores e empresas estratégicas para assegurar um Portugal com futuro

Numa acção em que se viu a força do PCP, milhares de mulheres, homens e jovens reafirmaram e gritaram bem alto o seu compromisso com a necessária continuidade da luta pela ruptura e pela mudança, numa confiança contagiante de que com a luta dos trabalhadores e do povo, acabará por se abrir o caminho por onde passará a bandeira da esperança e a concretização de um futuro promissor para Portugal.