PACOTE LABORAL – “E NÃO SE PODE EXTERMINÁ-LO?”
Segundo o jornal “Público” de 25/3/26, o presidente da CIP (ConfederaçãoEmpresarial de Portugal), afirmou que “os parceiros sociais estão a tentar encontrar umasolução melhor do que o ponto de partida do anteprojeto “Trabalho XXI”.Sabendo-se que o invocado projeto corresponde àquilo que em linguagemcorrente é chamado como “Pacote Laboral”, segundo o presidente da CIP os “parceirossociais” concluíram que seria aconselhável encontrar uma “solução melhor (sic) do queo dito pacote, vindo assim a reconhecer aquilo que desde há muito é assumido pelaCGTP e pelos trabalhadores, valendo a pena repetir que para uma qualquer discussãoséria e frutuosa sobre a legislação laboral haverá que abandonar o projeto do pacote.É certo que, neste caso, os chamados “parceiros sociais” são apenas osrepresentantes do patronato e a UGT que, irracionalmente, aceitou figurar nasnegociações promovidas pelo Governo como se fosse a única representante dostrabalhadores.
Ao fazê-lo, a UGT aceitou ser objeto de todas as chantagens e tentativas dealiciamento oriundas dos defensores do pacote. Até à data, tem resistido, mas iremosver se consegue manter uma posição que está maculada pela isolada participação nasditas negociações.Além disso, resta saber que argumentário o Governo irá agora utilizar parasustentar a sua posição de excluir a CGTP. Recorde-se que o fundamento até agorautilizado assenta na invocação de que a Central Sindical dos trabalhadores portuguesesse teria autoexcluído das negociações porque exigia a substituição do pacote.Agora são os patrões que vêm pedir um projeto “melhor” que substitua essaproposta e, portanto, o Governo, para manter a sua coerência, deveria afastar também asassociações patronais.De qualquer forma, uma coisa é certa, este pacote não serve e apenas merece
como destino o envio para o caixote de lixo, e, até tal suceder, haverá que manter a luta
nesse sentido.
ESTE PACOTE É MESMO PARA REJEITAR!