quarta-feira, 30 de maio de 2012

Desemprego




A taxa de desemprego na Madeira segundo dados oficiais subiu para um novo recorde de 16,1%, refletindo a tendência de mais desempregados devido aos vínculos precários que representando cerca de1/3 de todos os desempregados de inscritos no Instituto de emprego. Neste ano inscreveram-se no Instituto de emprego de cerca de 1700 trabalhadores que viram o seu contratados terminado A incidência dos contratos a prazo é bastante maior entre os jovens, facto que ajuda a explicar o aumento do desemprego nesta facha etário. O regresso ao emprego destes e dos outros trabalhadores que tinham vínculo efetivo é também feito sobretudo com recurso a vínculos precários.

Apoio ao emprego falta quando é mais preciso noticia Cidade Net

A CDU/Madeira está preocupada com o aumento do desemprego na Região Autónoma da Madeira mas, acima de tudo, com a falta de medidas políticas para inverter esta tendência. Não esquecer que, no último ano, encerraram oito centros regionais de emprego.
Na conferência de imprensa de hoje, realizada em frente ao Instituto de Emprego da Madeira, Ricardo Lume apontou ainda que as famílias madeirenses estão a braços com a precariedade laboral.
“A taxa de desemprego na Madeira, segundo dados oficiais, atingiu um novo recorde de 16,1%, o que reflete uma tendência de aumento do desemprego, devido também aos crescentes vínculos precários”.
O dirigente comunista explicou que, nos primeiros meses de 2012, 1700 trabalhadores se increveram no Centro de Emprego, com destaque para os jovens licenciados. E por outro lado, aqueles que regressam ao mercado de trabalho, até por indicação do Governo, fazem-no de forma precária,
“A opção do Governo em defender os vínculos precários e os contratos a prazo para postos de trabalho permanente está a originar mais desemprego”.

Jornal Avante

terça-feira, 29 de maio de 2012

Álvaro Silva reconduzido na liderança da USAM noticia DN

Álvaro Silva foi reconduzido no cargo de coordenador regional da USAM, no decorrer da primeira reunião do Conselho Regional daquele organismo, realizado esta tarde no auditório do Sindicato de Hotelaria.
A reunião serviu ainda para divulgar a realização de uma jornada de protesto no próximo dia 14 de Junho e que terá lugar na placa central da Avenida Arriaga.

Lima, o branqueamento e a troika artigo de opinião Carlos Gonçalves Jornal Avante!

No capítulo d'O Capital em que trata a «acumulação original», Marx desmonta o processo de transformação das relações sociais de produção até ao capitalismo e explica a acumulação primitiva do capital –«na história real é sabido que conquista, subjugação, assassínio para roubar, ... violência, desempenham o grande papel». Vem isto a propósito do branqueamento de capitais detectado na investigação duma burla de 44 milhões de euros ao BPN, concretizada entre o ex-líder parlamentar do PSD Duarte Lima e o ex-sec. Estado Oliveira e Costa do governo PSD/Cavaco, então CEO do BPN. Os media relevam o percurso de Lima, da pobreza aos grandes negócios, e os 5,5 milhões de euros «honorários» nas suas contas suíças, pagos por Rosalina Ribeiro, que segundo a polícia brasileira são o móbil do respectivo homicídio.
O branqueamento e a fuga ao fisco foram concretizados pela Akoya Management, «empresa de gestão de fortunas» – em que decidia um ex-director executivo da Union de Banques Suisses –, através dum esquema complexo, com filiais do BCP, BES, BIC, Finibanco e BPN, offshores diversos, como Cabo Verde, onde hoje vive Dias Loureiro, ex-ministro e ex-sec. geral do PSD/Cavaco, também referido nas mega fraudes do BPN, que já custou a este povo mais de oito mil milhões de euros. Sabe-se que outros «empresários e políticos» recorreram a esta empresa, roubando mil milhões de euros ao País – são a ponta do iceberg dos 455 arguidos da «operação furacão» e dos «inatacáveis» grandes senhores do dinheiro. Desses processos constam os figurões do BPN, da «Face Oculta», da Moderna, de todos os crimes económicos, das PPP, da troika nacional e do pacto de agressão.

Fica assim evidente quem manda e ganha e quem paga, e ficam mais claros os mecanismos do sistema financeiro, a cumplicidade dos bancos «acima de qualquer suspeita», a fuga massiva ao fisco e o branqueamento. É o capitalismo que se revela intrinsecamente criminógeno, com a financeirização da economia, em espiral de especulação e agiotagem, e com as suas consequências, a «armadilha da dívida» e o saque das troikas e do pacto de agressão. O capital financeiro não tem cheiro, é apátrida, insaciável e criminoso. É urgente passá-lo à história.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Esplendor social artigo de opinião Anabela Fino Jornal Avante!

Entre 2011 e 2012, segundo dados do INE, a percentagem de trabalhadores com salários líquidos inferiores a 310 euros (trezentos e dez!) por mês aumentou de 3,7 por cento para quatro por cento; entre 310 e 600 euros subiu de 31,1 para 31,5 por cento, e entre 600 e 900 euros passou de 26,8 para 27,9 por cento. Significa isto que, no período em causa, o total dos três escalões passou de 61,6 por cento para 63,5 por cento. Numa palavra, num ano de governação das troikas Portugal passou de país de muito baixos salários para país de ainda mais baixos salários.
Mas não é tudo. Considerando que a taxa de inflação em 2011 foi de 3,8 por cento, que o IRS vai registar um aumento substancial devido aos cortes nas deduções que tinham os rendimentos do trabalho, e que as Previsões da Primavera da Comissão Europeia apontam para uma descida dos salários nominais de 3,1 por cento este ano, temos que os portugueses, actualmente com salários cada vez mais baixos, vão ainda empobrecer mais.
Mas ainda não é tudo. No mesmo relatório, a Comissão Europeia estima que o emprego em Portugal se reduza em 3,3 por cento este ano, o que significa a destruição de mais 153,8 mil postos de trabalho, a somar aos mais de um milhão e 200 mil de portugueses que já hoje engrossam as fileiras do desemprego real no País, dos quais apenas 359 mil têm acesso ao subsídio de desemprego. Estimativas que levam a OCDE a prever uma recessão de 3,2%, uma redução do consumo privado de 6,8% em Portugal no ano em curso e mais medidas de austeridade.
Mas ainda não é tudo. O Orçamento do Estado para 2012 prevê um corte de 2843 milhões euros nas despesas com as funções sociais do Estado (saúde, educação, segurança social), que acresce ao corte 1562 milhões euros efectuado entre 2010 e 2011, o que terá efeitos devastadores na vida dos portugueses.
Pois foi neste contexto que João Proença, da UGT, propôs ao Governo que a discussão sobre o aumento do Salário Mínimo Nacional fosse remetida para Setembro, o que é uma forma de inviabilizar qualquer actualização ainda este ano. Sensibilizado, o Executivo aceitou. Os patrões agradeceram e já vão dizendo que quanto a 2013 logo se vê. É o «acordo social» em todo o seu esplendor.

30 mil exigem a rejeição do Pacto de Agressão




Foi uma impressionante manifestação, aquela que o PCP promoveu esta tarde em Lisboa, que trouxe mais de 30 mil pessoas à rua contra o pacto de agressão e por um Portugal com futuro. Se a maioria eram militantes comunistas, muitos milhares não o eram, mas sentem as análises, as propostas e a luta como se fossem as suas próprias.
Com uma combatividade impressionante, os manifestantes trouxeram para as ruas os problemas, aspirações e lutas dos trabalhadores e do povo - contra a exploração e as desigualdades, contra a destruição dos serviços públicos e funções sociais do Estado, contra a extinção das freguesias - e afirmaram inequivocamente a sua determinação em construir uma outra política, patriótica e de esquerda.
Na sua intervenção, numa Praça dos Restauradores tingida de vermelho das bandeiras do PCP, Jerónimo de Sousa sugeriu que se introduzisse nas lutas dos trabalhadores e do povo uma nova palavra de ordem: "rejeitemos o pacto de agressão enquanto é tempo. Punhamos fim a esta política antes que esta política dê cabo do resto do Pais e destrua a vida de milhões de portugueses."
Aos presentes - aqueles que todos os dias travam a necessária luta de resistência - o Secretário-Geral do PCP apelou a que contribuam para intensificar e multiplicar a luta dos trabalhadores e o povo, para ampliar a convergência e intervenção de todos os democratas e patriotas que não se conformam com a liquidação da soberania do seu país, para reforçar a iniciativa política do Partido e alargar a corrente dos que reconhecem no Partido o mais sólido espaço de resistência e da alternativa.
A força da emanou da manifestação deu razão à afirmação de Jerónimo de Sousa: "Saímos daqui convictos e confiantes de que é possível vencer, trazendo mais e mais portugueses para a luta patriótica de exigência de rejeição do pacto de agressão, alargando a corrente da esperança na possibilidade de mudança e de concretização de uma nova política alternativa. A luta, sem dúvidas, continua.